SALADA DE FRUTAS NO COPO DE GIM

Thursday, November 30, 2006

IN COMA

Cruél é ver bater na cara da mãe e nem ao menos responder bom dia... Estranho, frio, censurado, impotente, calado, amargo.
Quantos anos de vida, e quantos passando ou pagando a prazo pela morte, injustiça? Vida!
Ela teve uma vida, sim teve sim, passou pelos seus quinze anos, um baile de debutante a dar inveja a cidadezinha que morava, em meados de 1956, ano do tradicionalismo e moral a flor da pele que chegava a doer os ossos. Cinderela que não era pobre, pelo menos até aos 18 anos quando sua carruagem virou abobora. A paixão nessa idade é normal, nem tanto pra quem naum tem paixão pra dar e nem sabe o que é receber, ela tinha e teve... Só porque ele era pobre e negro... o amor não é mais amor, é promiscuidade, perda de honra, expulsa de casa com todas as letras, e nem as fotos ficaram, todas queimadas.
Do nada, sem família, eles no mundo e o mundo na frente deles, pra amar não precisava trabalhar era só ficar junto se manter com o que tivesse. Ah o amor, pra poucos e são exatamente eles que sabem...
A honra, o comentário, a filha que saiu de casa com um pobre negro, a escória social caindo por cima da família, do "nome".
O sinônimo disso tudo para grande maioria daquela época que não sabia o que era amor de verdade só constituia em uma palavra com cinco letras assim como o amor, HONRA e se não tivesse honra teria MORTE. O "nome" jamais deveria ser abalado, até quando ela levou o primeiro tapa na cara de sua mãe e ao cair no chão bateu a cabeça no criado mudo, e assim ficou MUDA, SURDA, em COMA, sem ninguém e ninguém mesmo pq ele, seu amado Romeo foi assassinado não se sabe por quem e ainda há pessoas que comentam não saber o porque. Imaginem!!!
Vida??? Coma??? EQM??? Quem nós somos de verdade???? E quem são eles????

Monday, November 27, 2006

A CARRUAGEM

Ele, sempre tinha que ser ele que me conquistava no final das contas, um começo que nunca chegava, queria, juro que queria, mas não conseguia conhece-lo pessoalmente, impecilios.
Amor, juras de paixão e nada...sempre a mesma ilusão, quase sem esperança, afinal de contas quem é que manda na relação????
Ninguém... ninguém se joga de verdade, é tudo via e-mail, msn, orkut ou coisas do genêro "distância de relacionamentos" comodidade.
Aprendi que quando um não quer dois não brigam, mas quando os dois querem e não conseguem se encontrar de quem é a culpa?
A vida é diferente para pessoas corajosas e pessoas medrosas, ou você se joga pra ficar ou então pra que se jogar pra se machucar.
Ele veio, era exatamente do jeito que eu imaginava e ainda melhor, conseguimos, fomos medrosos mais conquistamos nossa coragem, hoje somos amigos, como toda carruagem, ela chegou e partiu e eu.... bem eu aproveitei tudo que devia porque amanhã talvez, não seja mais um novo dia...

Thursday, November 23, 2006

O BURACO DA AGULHA

Ele olhou pra baixo no 13º andar do prédio de marketing que trabalhava, no primeiro momento uma sensação de liberdade seguido por medo no segundo momento, não quiz mais fikar olhando e resolveu olhar pra trás, máquinas em movimento, pessoas trabalhando, conversando, brigando, ouvindo Elvis.
Voltou ao seu lugar e recomeçou o trabalho, sentiu uma sensação de desespero olhando aquela tela de computador, melhor que tivesse se jogado do alto e voasse pra não mais ter que depender dos outros, não ter mais que fazer o que não gosta, estremeceu.
Voltou a janela e viu uma briga lá em baixo, pessoas aglomeradas nas rua vendo aquilo e nada fazendo, resolveu descer.
Ao térreo caminhou até as pessoas que estavam vendo aquela briga, como mais um espectador, nada fez, quando de repente ao olhar pra trás sentiu um calor queimando em seu peito, uma pessoa apontando uma arma pra ele e correndo logo em seguida, foi ao chão... chegou até o chão pelo 13º andar... ali ficou com sua liberdade e seu medo, ja era tarde....

Wednesday, November 22, 2006

DISSIMULAR

Ela virou de lado e dormiu,
Um sono pesado sem sentir,
Ela suspirou e voltou,
Foi um alívio depois de fingir,

Meu coração bate na mesma estaca,
Do não sentir o que não é fingir,
As vezes quando me deito,
Sinto uma grande tristeza por vir,

Acelerando os passos, quando escuto ela chegar,
Sinto meu coração suspirar,
De tanta alegria, que me contamina,
Por mais uma noite que por fim vou acabar por chorar,
Por esse coração que não para se suspirar.